Cozinhar: Hobby e Terapia

O que pode ser mais prazeroso e relaxante após um dia de trabalho pesado do que fazer um jantarzinho pra lá de especial? O número de pessoas que tem buscado na gastronomia uma forma de terapia está aumentando. Pessoas que aproveitam o tempo disponível para testar aquele prato ou receita que viu na internet e ainda por cima consegue relaxar submergindo no mundo das porções, medidas, ingredientes e todos aparatos e acessórios encontrados em uma cozinha.

A existência demonstra um antagonismo: quanto mais se come na rua, mais se valoriza a alimentação caseira. Pesquisas atuais mostram que nos EUA 50% da indivíduos faz as refeições na rua; no Brasil esse algarismo já chega aos 40%. E pode ser que seja essa precisamente a explicação para o aumento do número de pessoas que vê na gastronomia um tipo de hobby: “O estilo de vida atual desagregou bastante as famílias, por isso o alimento virou uma forma de você recompor reuniões familiares e de colegas. O resultado é que os pratos apresentados marca as indivíduos, várias vezes mais que a conversa”, diz o chef Marcello S., catedrático do curso de Gastronomia.

Porém essa é somente uma das causas. “O agradar de realizar algo, geralmente para os mais chegados, e acabar recebendo elogios. Várias coisas na vida demoram para serem realizadas porém o alimento você inicia e termina naquele momento”, acrescenta Marcello. “O agradar de estar juntamente e alimentar-se é algo alegórico”, acata. “Além do mais, o próprio feito de ser um exercício que necessita de atenção e definição acaba sendo a chave para realizar-nos e tirar o trabalho da cabeça”, aponta o catedrático.  Finalmente, o grande “x” da gastronomia é alimentar – e não somente permitir de alimentar-se. Ela é o contraponto acurado para uma geração fast-food no qual o alimento pronto ganha cada vez mais espaço nas prateleiras dos mercados e nos estômagos. Apenas os EUA lançam por ano 17 mil novos itens alimentícios industrializados. Alimento que necessita de conservante, sódio, colorante e vários mais aditivos químicos. “No momento em que nós preparamos um prato artesanalmente nós evitamos tudo isto e também usamos ingredientes da melhor qualidade. É evidente que o gosto encontra-se muito melhor e a satisfação de quem come é muito maior”, diz Marcello.